A decisão do governo brasileiro de enviar uma delegação reduzida ao Fórum Econômico Mundial de 2026em Davos, acendeu um alerta entre economistas e analistas de mercado.

O encontro anual, visto como oportunidade para atração de investimentos, terá participação limitada de brasileiros, com apenas Esther Dweck representando o primeiro escalão do governo.

José Pimenta, diretor de Comércio Internacional da BMJ Consultores, avalia que a menor presença brasileira está relacionada ao momento político interno.

“O que tudo indica é que estamos vivendo um momento muito importante no Brasil, tanto para a situação quanto para a oposição, que é o momento eleitoral. Então, obviamente que qualquer participação em foro internacional, qualquer questionamento, qualquer questão mais sensível que o governo tenha que debater tende a reverberar na opinião pública”, explicou.

Segundo o especialista, o Brasil historicamente manteve participação expressiva em Davosutilizando o fórum para transmitir robustez econômica.

“O Brasil sempre foi muito atuante em Davos, sempre procurou ter nesse fórum um espaço para mostrar a solidez e a robustez, (…) mostrar o Brasil como um porto seguro para investimentos internacionais”, destacou Pimenta.

Impacto nos investimentos

Questionado sobre possíveis consequências negativas esses menor representatividadeo especialista minimizou os riscos imediatos.

“Não creio que seja um problema para o Brasil, mas não deixa de ser uma oportunidade para a gente tentar mostrar o crescimento nesses últimos anos”, ponderou.

Ele observou que países como Índia, Turquia e Indonésia podem fazer frente ao Brasil na atração de investimentos por serem nações populosas e com taxas de crescimento expressivas nos últimos anos.

Pimenta destacou ainda que o setor privado brasileiro estará bem representado no evento.

“A informação que vem é que o setor privado tem participado, vai participar em peso também do fórum e vai poder ajudar a fazer esse papel e mostrar o Brasil como um possível atrator de investimentos”, afirmou.

Para ele, mais importante que a participação em um fórum específico é que o Brasil mantenha posições políticas e econômicas bem fundamentadas para continuar se apresentando globalmente como um país atraente para investimentos.

Fonte: Nossos parceiros