A Comissão Parlamentar de Inquérito (IPC) que apura a atuação do crime organizado no Brasil aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal fazer fundo Arleenque comprou as ações fazer recorrer ligado à empresa da família do ministro Dias Toffolido Supremo Tribunal Federal (STF), um Maridt. A Corte já negou à CPI a obtenção dos dados sigilosos da Maridt Participações.

O requerimento, de autoria do senador Sergio Moro (União-PR), pede ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as informações relacionadas ao Relatório de Inteligência Financeira do Arleen entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2026.

Ao justificar a necessidade de acesso aos dados sigilosos do fundo, Moro destaca o fato de o Arleen ter sido administrado pela Reagirque é investigada por possível conexão com o crime organizado. Além disso, ele ressalta que Toffoli admitiu a realização de operações financeiras com o fundo.

“Inclusive, o próprio ministro reconheceu posteriormente ser um dos sócios da empresa Maridt e declarou ter recebido rendimentos decorrentes da venda das cotas ao fundo, circunstância que suscitou questionamentos públicos e motivou seu afastamento da relatoria do inquérito relacionado ao Banco Master no Supremo Tribunal Federal, em fevereiro deste ano. Em razão dessa situação, a relatoria do caso foi redistribuída e passou a ser conduzida pelo ministro André Mendonça, que vem cumprindo seu dever com grande coragem”, registrou o senador.

No fim de fevereiro, a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal da Maridt. Os advogados da empresa, entretanto, recorreram ao STF em um processo já arquivado sob a relatoria de Gilmar Mendes e obtiveram a suspensão da quebra de sigilo pedida pela comissão.

A CPI, com o auxílio da Advocacia do Senado, recorreu da decisão de Gilmar. Ainda não houve uma nova decisão no STF em relação ao tema.

Ao mesmo tempo, o relator dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), protocolou um pedido de criação de uma nova CPI para investigar possíveis conexões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com ministros do STF. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deu sinalizações de que deve atender o pedido do senador emedebista.

Ministro Dias Toffoli, do STF — Foto: STF/Dvulgação

Fonte: Nossos parceiros