O dólar à vista exibiu forte desvalorização frente ao real na sessão desta terça-feira, chegando ao menor patamar desde fim de janeiro de 2024. O alívio na percepção de risco global foi o gatilho para a apreciação do câmbio brasileiro, que exibiu um movimento em linha com o observado na maioria dos mercados mais líquidos, em especial emergentes, ainda que em uma magnitude superior aos pares.
O bom desempenho do real continuou ancorado no enfraquecimento global da moeda americana, nos juros muito elevados no país, na volatilidade contida e nos termos de troca favoráveis, conforme apontaram operadores de câmbio. Além do já mencionado, a internalização de dólares por parte de exportadores neste período do ano teria dado ajuda adicional.
Encerradas as negociações desta terça-feira, o dólar à vista registrou queda de 1,12%, cotado a R$ 4,9121, o menor patamar de fechamento desde o dia 26 de janeiro de 2024, quando a moeda americana terminou negociada a R$ 4,9105. Na mínima do dia, o dólar bateu em R$ 4,9060 e encostou na máxima de R$ 4,9527. Já o euro comercial teve depreciação de 1,12% frente ao real, a R$ 5,7448, o menor patamar desde junho de 2024.
Perto do fechamento, o real apresentava o melhor desempenho frente ao dólar, na relação das 33 moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valentia. O dólar também recuava 0,84% ante o peso mexicano, 0,77% contra o peso chileno e 0,73% ante o rand sul-africano. Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,10%, aos 98,473 pontos.
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