O bitcoin (BTC) segue acima de US$ 75 mil com a nova compra recorde de criptomoeda pela Strategy e apesar do conflito no Oriente Médio, que reduz o apetite para ativos de risco.

Na sexta, os fundos negociados em bolsa tiveram forte captação de US$ 663 milhões, no maior rito de aportes do mês.

A Strategy, de Michael Saylor, comprou US$ 2,54 bilhões em bitcoin nos últimos sete dias, marcando a maior aquisição da criptomoeda original pela empresa de gestão de ativos digitais desde novembro de 2024. As compras realizadas na semana encerrada em 19 de abril foram financiadas principalmente pela venda de US$ 2,18 bilhões em ações preferenciais perpétuas STRC, ou Stretch, de acordo com um documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) na segunda-feira. O restante foi financiado pela venda de ações ordinárias.

Perto das 12h10 (horário de Brasília), o bitcoin era negociado a US$ 75.036, com baixa de 0,12%, segundo o CoinGecko. No Brasil, a criptomoeda estava em R$ 374.117, de acordo com o Cointrade Monitor. O ether (ETH) recuava 2% para US$ 2.290 e o BNB tinha baixa de 0,5% para US$ 623,91.

Para Gil Herrera, diretor de operações da Bitget na América Latina, o foco recente do mercado permanece nas negociações entre os EUA e o Irã, que impacta diretamente a volatilidade dos preços do petróleo e a disposição dos investidores para tomada de ativos de risco, como as criptomoedas.

“Essa dinâmica sustenta uma inclinação ‘risk-off’ nos ativos tradicionais, ao mesmo tempo em que fortalece o BTC próximo de US$ 75.000 e o ETH em torno de US$ 2.300 como reserva de liquidez, com o ouro também se mantendo firme em meio à incerteza”, disse.

Para Herrera, qualquer avanço diplomático positivo poderia aliviar os custos de energia, destravar um afrouxamento monetário por parte do Fed e catalisar uma alta generalizada em cripto e ações. “Mas a cautela no curto prazo ainda é recomendada até que surjam sinais mais claros”, disse.

André Franco, CEO das Boost Research, acredita que a tendência para o bitcoin segue de neutra a levemente negativa. “No curto prazo, o ativo tende a consolidar entre US$ 73.000 e US$ 74.500, com viés levemente negativo enquanto o fluxo macro continua sensível às manchetes geopolíticas”, disse.

Fonte: Nossos parceiros