Após iniciar a sessão desta quarta-feira (4) em forte valorização, o petróleo passou a operar em baixa, depois que o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo Trump fornecerá apoio aos petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico e anunciará mais medidas nos próximos dias.

Mais cedo, a commodity já havia arrefecidos os ganhos com uma reportagem indicar que o Irã teria entrado em contato indiretamente com os EUA numa tentativa de pôr fim à guerra no Oriente Médio, enquanto o conflito continua a ameaçar os fluxos globais de energia.

O New York Times noticiou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para negociações sobre o fim da guerra.

Por outro lado, Guarda Revolucionária do Irã afirmando que tem “controle total” da passagem marítima que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. “Atualmente, o Estreito de Ormuz está sob controle total da Marinha da República Islâmica”, declarou o oficial da marinha da Guarda Revolucionária Mohammad Akbarzadeh, segundo comunicado divulgado pela agência iraniana Fars.

Na véspera, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a marinha poderá escoltar navios pelo Estreito e que ordenou o fornecimento de seguro a “preço razoável”.

O petróleo Brent subiu para perto de US$ 84 o barril após uma alta de cerca de 12% em dois dias, o maior ganho desde 2020, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) estava próximo de US$ 77.

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As declarações ocorrem enquanto o tráfego marítimo na região enfrenta interrupções significativas. Empresas de navegação e operadores logísticos relatam embarcações paradas e rotas alternativas sendo avaliadas após ataques a petroleiros e ameaças iranianas de bloquear a passagem.

O mercado global de petróleo foi mergulhado em turbulência pela guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, com ataques e contra-ataques se espalhando pelo Oriente Médio. A guerra paralisou o comércio, levou os produtores a interromperem a produção e forçou o fechamento de uma importante refinaria e de uma planta de exportação de gás. A disparada dos preços do petróleo bruto, do gás natural e dos derivados de petróleo aumentou o temor de uma crise energética global.

(Com Bloomberg e Estadão Conteúdo)

Fonte: Nossos parceiros