O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou nesta quinta-feira (14) a flexibilização de transferências de saldos credores de exportação para ajudar empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelo presidente americano Donald Trump. A medida prevê a liberação de transferências potenciais de R$ 376 milhões para empresas do Estado que tenham mais de 20% do faturamento oriundo de exportações para os Estados Unidos.
Essa é a segunda ação anunciada pelo governo gaúcho para mitigar os efeitos da sobretaxa de 50% em cima de produtos brasileiros vendidos aos EUA. No início do mês, o Estado lançou uma linha de crédito de R$ 100 milhões para capital de giro a exportadores de diversos setores. O programa é feito por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Os juros são de 8% e 9% ao ano, com prazo de pagamento de 60 meses e 12 de carência.
Na flexibilização da transferência do saldo credor de exportação, o governo do Rio Grande do Sul espera ajudar os segmentos de produtos vegetais, pecuária e insumos agropecuários, metalmecânico, calçados e vestuário e eletrônicos e artefatos domésticos.
Segundo a Secretaria de Fazenda, há um canal de análise de demandas de empresas exportadoras que se enquadram no grupo que pode ser beneficiado pela medida. As solicitações poderão ser feitas de setembro até dezembro. As empresas vão poder estabelecer acordos específicos para facilitar a transferência de saldos acumulados.
A medida foi anunciada após reunião de Leite com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Segundo relatório da entidade, o Estado gaúcho é o segundo mais afetado pelas tarifas americanas.
De acordo com o documento, a sobretaxa incide sobre 85,7% das exportações gaúchas para os Estados Unidos, correspondendo a cerca de US$ 1,6 bilhão em vendas anuais. A Fiergs estima que os impactos podem resultar em até 22 mil postos de trabalho perdidos entre os 143 mil empregados nas indústrias mais expostas.
Fonte: Nossos parceiros
