Em mais uma manifestação institucional do governo dos EUA contra o Judiciário brasileiro, o subsecretário de Diplomacia Pública dos Estados UnidosAssim, Darren Beattie, afirmou que o ministro Alexandre de Moraesfazer Tribunal Supremo Federal (STF), é o responsável por um “complexo de perseguição e censura” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A publicação feita na tarde deste quinta-feira (24) foi republicada minutos depois, em versão traduzida para português, pela Embaixada dos EUA no Brasil em seu perfil no X.
“O ministro Moraes é o coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaroque, por sua vez, tem restringido a liberdade de expressão nos EUA. Graças à liderança do presidente Trump e do secretário Rubio, estamos atentos e tomando as devidas providências”diz o texto de Beattie, publicado no perfil oficial do Escritório do Subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2025/o/P/AXChBzQAuOBjxkZN4etQ/captura-de-tela-2025-07-24-181930.png)
A publicação foi feita no dia em que Moraes descartou a prisão preventiva de Bolsonaromas o advertiu sobre o teor de suas declarações e reproduções de suas falas em redes sociais de terceiros.
O órgão é vinculado à Secretaria de Estado dos EUA, comandada por Marco Rubioque na semana passada anunciou a suspensão dos vistos americanos de Moraesfamiliares do magistrado e de outros sete ministros do STF. Um dia antes da suspensão dos vistos, o presidente Donald Trump publicou uma carta pública em apoio ao ex-presidente em que pedia o fim “imediato” do processo judicial contra ele.
Nessa carta, Trump reiterou que a situação jurídica do ex-presidente é uma das razões para a aplicação de tarifas de 50% contra produtos brasileiros. O governo federal diz que a medida é uma afronta à soberania brasileira e uma chantagem capitaneada pela família de Bolsonaro com objetivo de forçar uma anistia ao ex-presidente. Jair Bolsonaro e seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos EUA desde o início do ano, negam ter relação com o tarifaço. Eduardo admite, no entanto, que atua pela aplicação de sanções contra autoridades brasileiras.
Fonte: Nossos parceiros
