No ato de instalação da federação União Progressistao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)disse que o novo bloco significa um “processo de depuração partidária” e representa uma “força política que nasce e vai emergir para enfrentar os verdadeiros problemas do país”.

Chamou a atenção que, enquanto Tarcísio discursava no evento da maior força política de direita do país, a cúpula de seu partido, o Republicanos, representada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (PB)almoçava com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio na Alvorada.

O governador em manifestações públicas afirma que disputará a reeleição em São Paulo nas eleições em 2026, mas nos bastidores está entre os contatos para concorrer à Presidência, já que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível até 2030.

Ainda em seu discurso, muito aplaudido, Tarcísio afirmou que o Brasil conta com mais essa força política para discutir vários problemas do país. Ele citou o “envelhecimento da população, o financiamento do SUS”, “um processo de pacificação”, de desescalada da crise, as crises fiscais, como “debates necessários para o caminho da prosperidade”.

A federação entre o União Brasil e o Progressistas (PP) fará com que o grupo tenha a maior bancada da Câmara, com 109 deputados federais (21,2% do total), e uma das maiores do Senado, com 15 parlamentares (18,5% do total de senadores).

O grupo político tem entre seus desafios apaziguar as divergências entre lideranças partidárias nos Estados, definir como ficará a relação com o governo Lula e qual rumo tomará na disputa presidencial de 2026. Juntos, os dois partidos comandam quatro ministérios: o PP está à frente de Esportes, com André Fufuca, e o União está com Integração Nacional (Waldez Goés), Turismo (Celso Sabino), Comunicações (Frederico Siqueira Filho).

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

Fonte: Nossos parceiros